Tem dias que paramos para pensar em sentimento, no amar e ser amado nos dias de hoje, em meio a tanta superficialidade e paixões que nascem e morrem a velocidades que impressionariam qualquer físico!
Olhando para lábios que se encontram antes mesmo de emitirem um som qualquer, pensando em corpos nús até minutos atrás estranhos... Tudo tão rápido, tudo tão raso e tão frágil. Fatos e atos que desanimam qualquer romântico e nos faz dia após dia endurecer, esfriar.
Onde está o romance? Os frios no estômago e as mãos suadas? A tensão da expectativa, o conforto do reencontro? E a saudade? Onde foi parar a saudade e a necessidade de alguém? Essa independência sentimental é assustadora. Dizer eu te amo então... é tão raro!! Até mesmo os pais para os filhos, coisa que deveria ser normal e cotidiana está sendo esquecido em meio a rotinas estressantes de trabalho e rusgas cada vez mais comuns entre as famílias. Onde foi parar a tolerância?
Tudo bem que não sou perfeito e passa batido as vezes para mim dar um abraço em algum amigo que precisa de compreensão, uma palavra a quem precisa de um conselho e dizer “Estou contigo” a quem precisa de apoio. Sinto que a dureza evolutiva tem me afetado também e já não sou mais o último romântico.
Ainda ontem passei por um senhor de aproximadamente 45 anos que estava sentado no degrau da entrada de uma loja que esboçava no rosto estar sentindo alguma dor, e mesmo tendo visto isso eu não parei para oferecer ajuda e no mesmo momento sai me martirizando por isso, e porque não voltei atrás e perguntei? Medo? Egoísmo? Ficou na minha cabeça por algumas horas... Mas em seguida o pensamento foi sucumbido pelos novos fatos que surgiram.
É, realmente preocupante essa falta de humanidade e a individualidade extrema das pessoas atualmente, nem um bom dia, nem um abraço... Como se diz “Eu te amo” hoje em dia?
( Gustavo Santana )
