terça-feira, 22 de janeiro de 2013

"Por onde andei,
enquanto você me procurava?
...Será que eu sei 
que você é mesmo tudo aquilo que me faltava?"

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. 
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. 
Se achar que precisa voltar, volte! 
Se perceber que precisa seguir, siga! 
Se estiver tudo errado, comece novamente. 
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a. 
Se perder um amor, não se perca! 
Se o achar, segure-o!

Fernando Pessoa

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Agonia...

E esse vazio que nada preenche?
Essa saudade que nem se sabe de quem sente?

Essa vontade de sei lá o que, sem saber porque...

Que não passa... que não passa...
Uma dor de não saber o que dói, porque dói.
Que remédio nenhum cura, pois o que se procura nada nesse mundo poderá me dar!
Algo que me destrói, me corrói por dentro dissipando às nuvens meu pensamento.
Veneno lento que me mata aos poucos...
Loucos devaneios loucos anseios loucos.
Me tire daqui e me leve para seu mundo, me envolva em seus braços e me faça esquecer por um segundo desse sofrer sem saber porque!
De mim nada mais a esperar, pois estou a vagar nesse labirinto eu  sem saída, pois deixei a porta trancada pelo lado de fora pra de mim estar a salvo.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Penas, pena...

A duras penas, penei, sofri e como sofri!
Penas que juntei, deitei, chorei, dormi.
Ah como sofri! Sofri até que passou.
A pena agora sinto, olhando pra ti.
Daqui, de longe, de onde você é o que é, não o que conheci.
Pena pelo que senti, pelo que não cabia a ti.
Te olhando daqui, como quem olha a criança brincar,
brincar de sentir, de amar, envolver em seu pesar.
Brinca, cansa, chora, deixa e segue sem olhar o que deixou quebrado, mimado, envolto em pelúcia pra nunca se machucar, aquém de que quem machuca é você.
Amor deveria ser dor para quem não sente e fala, daquelas físicas para que seu sentido fosse respeitado, pra que não fosse prometido envolto em lençóis e não cumprido e tornar aqueles versos da música inverdades: "O pra sempre sempre acaba!".
Mas ele acaba, acaba muito cedo, acaba bem tarde, acaba.
De ti guardei a pena, penas, que juntei para voar pra longe, longe de você.



segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Novidades...

De repente você...
Por momentos pensei olhar no espelho, parecido, talvez distorcido pelos olhos de quem não compreende mas sem dúvidas encantador. Sorriso fácil, beijo fácil, fácil alegria que me ganha fácil fácil.
Me perco contando cada sarda, cada riso, cada encontro e desencontro e a certeza de que logo logo nos topamos por ai, por aqui na minha cama, dentro desse chapéu de chapeleiro maluco!
No que vai dar nem sei, e pra que saber? No jogo do só sei que nada sei, saber é arriscado! 
Vou indo, você vem vindo, isso basta!