domingo, 27 de abril de 2014

Sinto, é o que sinto...

Não estarei em sua memória
Não estarei em suas fotos
Não estarei ao seu lado e não segurarei sua mão.
Nem terá do que esquecer, nem sequer me conheceu.
Nem irá chorar, esse fardo foi só meu!
Vejo minha história se apagando atrás de mim,
vejo que por minhas escolhas fui sentenciado ao esquecimento.
Não é fácil, nunca foi. Desde cedo aprendi da pior forma.
Implorei em silêncio por atenção, gritei em pensamento por compreensão.
Me sufoquei nesse grito, me afoguei em minhas lágrimas.
A tristeza nem é assim tão ruim para quem convive com ela.
Meu sorriso sempre escondeu bem o que queimava por dentro.
Vontades não realizadas, sonhos frustrados.
Mas nem tudo é perda, ganhei também.
Experiência, resistência, frieza e racionalidade.
Sinto por nada deixar, por pouco construir.
Sinto muito!

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Não espere

Não espere por frases floridas, doces palavras, sutil despedida.
De uma vida de espinhos nada poderia esperar além de dor e isolamento. Não por falta de esforço em querer mudar, não por falta de consciência, não por falta de você. A dor de ser quem sou e a certeza da delícia que nunca serei. Observava a vida, comercial de margarina e que não seria a minha e me esquivava, me esgueirava, rastejava mas ela sempre me alcançava e me cobrava com toda ferocidade, por mais que gritasse que não, mas me sujeitava a ela e seu cruel julgamento.
Não preciso de você me apontando dedos, pois seus dedos ficaram marcados em minha face e mais ainda marcados em minha alma. Não adianta fechar os olhos que lá estará, mais vivo que nunca.
Orgulho é bixo esquisito, adormece diante de golpes terríveis, mas pode acordar ferido de morte com um simples arranhão.
Eu e minha mania, insisto, esgoto, sugo a última gota e deixo seco, morto.
Me sufoco de amor, me embriago, esbanjo, enjoo...
Não espere doces palavras nessa despedida, pois ela já aconteceu a muito tempo.
Agora só me resta seguir, sem olhar pra trás, não existe mais nada onde passei.