Como diz o ditado, o bom filho à casa torna. Eis me aqui!!
Passei um longo período guardando meus pensamentos e sentimentos em um diário mental, fazendo algumas anotações em meu bloco de notas do celular e tentei ainda criar um diário manual, aqueles à moda antiga (uma tentativa inútil, pois ele nunca está por perto quando preciso despejar as palavras que sobrecarregam meus pensamentos). Sempre tentando ordenar meu coração e mente, segundo meu psicólogo é minha mania, meu T.O.C. por organização e controle. Mas, percebi que quanto maior meu esforço na tentativa de estabelecer um padrão e procurar sentido nas coisas mais eu me frustro, a vida não é uma ciência exata!
Então, decidi apenas fazer o que me resta: apenas sentir e viver cada minuto, cada momento, cada felicidade, cada dor, aceitar e abraçar cada um deles sem julgamentos e aceitando que isso é parte do processo de evolução do meu espírito. Passei a fazer algo que nunca tinha feito em minha vida, tentar entender e aceitar as pessoas como elas são, aceitar seus defeitos quando não me são prejudiciais e também a me afastar quando preciso independente do laço que eu tenha com ela, algo que não fazia, pois na minha mente eu criava "contratos de fidelidade" que eram inquebráveis, me sujeitava a qualquer coisa para estar próximo daqueles a quem jurei fidelidade (a maioria desses contratos era unilaterais, e eu sabia disso, sofria por isso).
Não é um caminho fácil, é uma luta diária que exige disciplina, exige dedicação e principalmente exige paciência, algo que nunca tive e que o avançar do tempo vem trazendo aos poucos.
Bom, é isso! Estou de volta, dessa vez tentando trazer semanalmente os recados do meu coração e da minha mente, e a briga que sempre existe entre eles.
Ainda vou tatuar essa imagem!