segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Hoje só um buraco de onde enxergo, distante, a felicidade!


Em carne viva, novamente...

     Novamente tudo exposto, tudo jogado ao alto. Pontas de facas que rasgam a pele já fragilizada. A vontade de gritar ao mais alto som, mas somente abafar, o não poder chorar, engolir o choro e se cuidar pra não entalar com a dor.
     Gigante de vidro, sozinho, cansado, magoado...
     Cai, levanta, cai, levanta, cai, fica.
     Olhar tudo em volta e nada completar-me, a noite em minha cama, ajoelhado até doer meus joelhos pedindo a Deus que toda essa dor um dia acabe. Pedindo um conforto, um não ser quem sou, me ensina a ser só, um não ser nada.
Mais uma vez olhando o céu de poucas estrelas , até elas me deixaram, olhando pelo buraco de onde devo sair. Novamente a mesma caminhada, a mesma subida, novamente sozinho.
     Me tranquei em mim, joguei a chave fora. Farei dessa dor a minha amiga, pra que ela me ensine, pra com ela me contentar. Escorrendo com minhas lágrimas vai minha esperança, não nasci pro amor. Preciso parar, respirar, olhar tudo a minha volta e encontrar um sentido pro meu viver que não seja o amar, amar talvez a alegria, o ajudar, amar os sorrisos que a vida me deu o dom de retirar de rostos tristes. Amar meus amigos, amar meu trabalho, amar meus familiares, não amar... e amar de novo.
     Está machucando muito, está doendo muito.
     Não por alguém, não por ninguém, dói por mim, dói pela culpa de construir sonhos impossíveis. Um dia aprendo, que nunca aprendo, um dia cessa.
"Não há tristeza que dure pra sempre, nem felicidade que nunca se acabe."