QUANDO
Se algum dia te encontrar chorando, por minha causa ou meus motivos é certo que lhe estenderei a mão. O pranto é fruto do arrependimento e amar é perdoar, mesmo não havendo o pedido de perdão. Mas se um dia te encontrar sorrindo, feliz por ter encontrado um novo alguém, inconformado e extremamente triste seguirei procurando saber porque existe esse amor que insiste não querer morrer.
Porque de tanta intolerância?
Porque do orgulho, se é teu nome que chamo quando percebo que estou sozinho?
Tola vaidade que não nos permite conviver e não consola um coração que chora.
No solo da intolerância não floresce o amor.
Amor que nasceu prematuro, cresceu como erva daninha, invadindo, tirando o ar, se fez parte vital e morre dia a dia com a mesma velocidade. Mas o amor morre?
Num mundo de sentimentos voláteis, de individualismo, de falsas aparências sucumbe o verdadeiro amor, aquele que supera, aquele que resiste, aquele que já não existe.
Como reação natural do corpo à ferida, meu coração é praticamente casca!