A duras penas, penei, sofri e como sofri!
Penas que juntei, deitei, chorei, dormi.
Ah como sofri! Sofri até que passou.
A pena agora sinto, olhando pra ti.
Daqui, de longe, de onde você é o que é, não o que conheci.
Pena pelo que senti, pelo que não cabia a ti.
Te olhando daqui, como quem olha a criança brincar,
brincar de sentir, de amar, envolver em seu pesar.
Brinca, cansa, chora, deixa e segue sem olhar o que deixou quebrado, mimado, envolto em pelúcia pra nunca se machucar, aquém de que quem machuca é você.
Amor deveria ser dor para quem não sente e fala, daquelas físicas para que seu sentido fosse respeitado, pra que não fosse prometido envolto em lençóis e não cumprido e tornar aqueles versos da música inverdades: "O pra sempre sempre acaba!".
Mas ele acaba, acaba muito cedo, acaba bem tarde, acaba.
De ti guardei a pena, penas, que juntei para voar pra longe, longe de você.

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