Acordei ofegante, minhas lágrimas me afogavam num pesadelo
do qual não conseguia sair. Tocava o ar e não podia respirar. Tudo muito denso,
tudo muito tenso.
Levanta, acorda, me leva, suporta!
Não sou a luz a te iluminar, agora caminhe sozinho já que o
destino foi o que escolheu. Se tropeçar não olhe para trás e não me procure mais.
Estarei mais a frente, meu perfume ainda sente?
Cansei da beleza, cansei da sua tristeza e cansei de mim
pensando em ti. Não quer amar, queres palmas, queimar almas, inquietude. Queria transformar tudo isso em música e poder assoprar de
dentro tudo o que me impede de voar...
Olho meus pés e as raízes que vejo eu mesmo criei. Sou o
porto, o cais seguro que enxerga ao final de cada aventura, de cada loucura.
Vá, se vá, se foi não volte para roubar a paz que custa
chegar.
Acordei vibrante, as lágrimas secaram e os sonhos são renovados todos os dias. Pude respirar e aos poucos aprendo a voar e a direção já sei:
Bem longe
de mim quando penso em ti!
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